quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fardo

Fardo

Vontade
De escrever
Não sei nem o que

Vontade de jogar
Conversa fora
De rir até altas horas
Vontade de abraçar você

De onde isso surgiu?
Não sei.
Sei que a vontade
Veio e ficou
Atiçou e maltratou
Sorriu e trepudiou - sem remorso algum

Me mostrou
Que eu não sou de ferro
E que é melhor assim

O ferro é frio, ferra, fere e falece fadado ao fascinante e fatal fardo, falsamente febril do fim.

Carolina Andrade.

8 comentários:

  1. OH MY GOD!

    CRUZ E SOUZA 2?
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    beijos,querida.vc é foda!

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  2. Já que é pra ser sincero seu texto é de uma imaginação e de uma beleza intoxicantes carolita. Cada momento do poema é uma festa para os meus olhos . Vontade de abraçar você também (;

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  3. Que poema lindo amiga! você sabe que sou sua fã mesmo, continue assim, caprichosa em seu dom! tá quase o meu Drummond :) hahaha beijos e parabéns!

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  4. Carolina Carol, já pode desistir de tudo e virar escritora! =P

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  5. exultam-se os tripúdios
    do abraço inesperado
    à vontade querida, passageira
    que não passou

    Exultam-se os sorrisos
    do abraço inalcansável
    à não vontade, duradoura
    que se foi

    Exultam-se as estirpes de esteriótipos exortáveis, exclamando:
    Eu estou entre estes,
    ou melhor, nenhum destes me representa

    Eu sou outro ferro,
    ferro festivo, fiel
    facúndio até
    falsamente falho
    firo, como feres

    é a Vida

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  6. é, nao tem pra onde, minha amiga vai ser uma escritora do caramba =D

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  7. Olhaa mesmoo a poetaa. Gosteii

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