É incrível como o ser humano tem a necessidade de querer mudar ou fazer seu próprio destino, quando seria muito mais fácil, e provavelmente bem menos doloroso deixar que ele agisse e acontecesse por si só. Eu tive a oportunidade e, ingenuamente (pra não me chamar de burra em público) forcei algo que não existia, e nem tinha como existir.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria pego um caminho diferente para ir ao colégio todos os dias, não teria tentado me aproximar, não teria feito NADA do que eu fiz, nada. Mas saí cedo todos os dias esperando te ver, tanto procurei que te achei, consegui a aproximação que eu queria, as conversas e o beijo. PRA QUÊ? Continuei sapa e você príncipe: Inalcansável, Inatingível, e Impermeável como ferro.
Eu tinha esquecido como era gostar de alguém. Tinha esquecido que o "não" inesperado dói, que pedir pra sonhar com alguém é querer viver de ilusão, e ilusão enquanto dura é imperceptível, mas avassaladora quando descoberta. Talvez eu realmente estivesse tentando preencher um vazio cavado e cultivado por aqueles torturantes quatro anos, mas ainda que seja isso, não escolhi a esmo, foi a dedo, foi o olho no olho, a simpatia, a graça, a maturidade e o respeito. Acho que pedi demais, quis demais, achei que merecia demais - tola.
Talvez eu esteja fadada a gostar, viver (uma ilusão), (descobrí-la), me decepcionar e escrever a respeito. Esse blog deveria ter outro dono, outros. Dois. Eles são os causadores, eu sou apenas a intermediária entre a dor e o lápis. Isso não é arte, é cano de escape. É patético, e dramático, porém necessário, dentro de mim é sufocante.
Essas trinta e cinco lindas são só um desabafo, meu verdadeiro pseudo-romancenão foi escrito por mim, não teve a minha conclusão. Teve apenas começo e fim, não me foi possível escrever o tão desejado desenvolvimento.
Devo admitir que a conclusão foi até bem escrita (meu leve tom de desdém foi devido ao inevitável rancor causado pelo não). Foi de uma despreocupação, e porque não habilidade, surpreendentes. A mim coube apenas a "compreensão" . Alguma coisa indeterminada tomou conta de mim, fiquei atônita, lembrei e "revivi" tudo, e em seguida dei um amargo e doloroso: "ok, boa noite". Foi tudo que eu consegui dizer.
Hoje, por vezes, me peguei pensando nele e querendo mudar o pensamento. Não o amava, é verdade, esse verbo só conjuguei uma vez, e por ele fiquei presa, sem chave alguma que me libertasse.
Me contentei apenas em gostar daqueles "cabelos cacheadinhos e sorriso largo" - Acho que gostei demais.
Carolina Andrade.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria pego um caminho diferente para ir ao colégio todos os dias, não teria tentado me aproximar, não teria feito NADA do que eu fiz, nada. Mas saí cedo todos os dias esperando te ver, tanto procurei que te achei, consegui a aproximação que eu queria, as conversas e o beijo. PRA QUÊ? Continuei sapa e você príncipe: Inalcansável, Inatingível, e Impermeável como ferro.
Eu tinha esquecido como era gostar de alguém. Tinha esquecido que o "não" inesperado dói, que pedir pra sonhar com alguém é querer viver de ilusão, e ilusão enquanto dura é imperceptível, mas avassaladora quando descoberta. Talvez eu realmente estivesse tentando preencher um vazio cavado e cultivado por aqueles torturantes quatro anos, mas ainda que seja isso, não escolhi a esmo, foi a dedo, foi o olho no olho, a simpatia, a graça, a maturidade e o respeito. Acho que pedi demais, quis demais, achei que merecia demais - tola.
Talvez eu esteja fadada a gostar, viver (uma ilusão), (descobrí-la), me decepcionar e escrever a respeito. Esse blog deveria ter outro dono, outros. Dois. Eles são os causadores, eu sou apenas a intermediária entre a dor e o lápis. Isso não é arte, é cano de escape. É patético, e dramático, porém necessário, dentro de mim é sufocante.
Essas trinta e cinco lindas são só um desabafo, meu verdadeiro pseudo-romancenão foi escrito por mim, não teve a minha conclusão. Teve apenas começo e fim, não me foi possível escrever o tão desejado desenvolvimento.
Devo admitir que a conclusão foi até bem escrita (meu leve tom de desdém foi devido ao inevitável rancor causado pelo não). Foi de uma despreocupação, e porque não habilidade, surpreendentes. A mim coube apenas a "compreensão" . Alguma coisa indeterminada tomou conta de mim, fiquei atônita, lembrei e "revivi" tudo, e em seguida dei um amargo e doloroso: "ok, boa noite". Foi tudo que eu consegui dizer.
Hoje, por vezes, me peguei pensando nele e querendo mudar o pensamento. Não o amava, é verdade, esse verbo só conjuguei uma vez, e por ele fiquei presa, sem chave alguma que me libertasse.
Me contentei apenas em gostar daqueles "cabelos cacheadinhos e sorriso largo" - Acho que gostei demais.
Carolina Andrade.
Gostaría de te dar palavras melhores! Mas, segundo o poeta, pra fazer um bom samba é preciso um bocado de tristeza! Senão não se faz um samba não!
ResponderExcluirEntão, está aí um bom samba!
Apenas calado! =x Você é a melhor, e sabe disso!
ResponderExcluirNão por tentar, nem conseguir o que se quis
ResponderExcluirO que pediu e o que nunca mesmo teve
Nem dos momentos inesquecíveis não vividos
E dos destinos tão eternamente juntos
Ao exigirmos da memória inexistente
Aquele afago que persiste em pleonasmo
Nos esquecemos do que nós nunca vivemos
E relembramos o futuro do passado
Não esperava menos do que se pôs a acontecer
Pois se por venturança
Tu vens a causar um fardo
É com fervor e simpatia que se fere
E põe-se a ratificar o tal ditado
Sorrisos largos nunca deixarão de existir
(se me entendes, até o fim de minha existência)
E os cabelos, esses, hão de ir e vir
E resvalar não só o erro da inocência
Mas o acerto da imaturidade
Que de tanto repetir, e persistir no que se erra
Acaba por se consagrar
Como santíssima verdade.
Vida.
preciso falar alguma coisa? você é simplismente boa em tudo o q faz! me orgulho de você e muito! sucesso é a palavra perfeita para resumir o seu futuro.
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